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Rastros

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  Rastros Os ventos sopram fragmentos das histórias, escombros de memórias contaminando os rejuntes. Nos cantos acumulando pequenezas, aqui e acolá, reminiscências que precisam ser vasculhadas. Parte, e sempre parte, nunca inteiro, algo escorre pelas brechas e num vão algo é inventado. No final todas histórias o foram, ainda que apenas algumas legitimadas. Para tanto, pretendemos por meio desta continuar investigando as reminiscências dos rastros e ruínas que comparecem como matéria de vários trabalhos. Através de uma metodologia que envolveu olhar para os lastros, assim como trocas com essas opacidades e porosidades, buscamos simular por meio dos mais variados procedimentos conceituais, estéticos e técnicos, um processo de expansão e exposição. Uma coisa é morar a outra é fazer aquele lugar de habitação. Contornando aquilo que não tem nome e nem rosto tem, seguimos o rastro investigando a arqueologia da casa. Edificamos sobre o vazio monumentalidades, e sobre nós mesmos par...

FARGO

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 Mais do que partir de um ponto fixo, ou ideia de início, meio e fim nos interessou a movência, para que aquilo que se acreditava ser ponto e faísca se transmutasse, sem sequencialidade, em circularidade pluripotente, pluriciente e pluripresente. Sabíamos que essa andança havia se iniciado antes de nós, assim como, intuímos que algo se daria em continuidade, assim como nos ensinou Nêgo Bispo : “começo, meio e começo...”  Mesmo porque, nesses recomeços de mundos, aprendemos também que a melhor maneira de guardar o peixe continuaria sendo nas águas, ainda que algumas de nós já havíamos adquirido escamas, e que o que se cultivava se distribuía entre a vizinhança pelos túneis e ductos subterrâneos, agora que nós já estávamos habituadas a respirar debaixo da terra, onde todas se beneficiariam das intensidades, temperaturas e sabores ali partilhados, assim como, da múltiplas e diversas gestualidades, processos cognitivos e espirituais.  Encaramos na FARGO a possibilidade e tamb...