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Travessia

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“Travessia” encena narrativas em disputas, partindo de um sentimento de percurso na contramão de uma arquitetura global e local que trabalha para uma homogeneidade das subjetividades, em caminhos unidirecionais. Derrubando fronteiras perceptivas, contemplando nas brecha estratégias outras, forjando intervenções nas encruzilhadas do imaginário, atravessando a divisa, aquela que se inscreveu no âmbito da cultura, nossa morada. Deslocando no âmbito que está por trás e fora da imagem, dos regimes políticos, nossos afetos, a dissidência sexual e de gênero, que por ora não se manifesta em inteligível aos códigos ocidentais, buscou se devolver mirada àquilo que para nós é instância inconforme às corpas desviantes, rotas de outras gestualidades e às coreografias da curva como lócus de produção de subjetividades em fuga. Tensionando o regime visual que se estabeleceu em hierarquia dos sentidos, distanciando da visão como centro de todos os sentidos, desestabilizando a hegemonia da cultura ...

Fuga

  FUGA - A exposição intitulada “Fuga”, primeira exposição do RUMOS objetiva dar a perceber uma constelação crítica e nada festiva do moderno em Goiás, sobretudo aquilo vinculado a marcha pro Oeste, a política do Estado Novo e a inauguração de Goiânia. Mas também a ficção extrativista, ao constante genocídio das comunidades originárias e dos povos tradicionais, as políticas autoritárias ainda vinculadas ao bandeirantismo, a captura. Nos deixemos olhar por algumas das heranças dos reais donos da terra, feridas coloniais-modernas ainda abertas, além de entrar em contato com as marcas traumáticas deixadas pelas expedições de colonizadores que aqui chegaram, assim como a sua constante ameaça, chacina e roubo. Mergulhemos na água do rio enquanto lugar de saberes e do epistemicídio e genocídio dos parentes vivos e não vivos, o que é do âmbito do ecológico, social e espiritual, intentando discutir questões referentes à cartografia moderna-colonial, recapitulando a História de Goiás, da oc...

Rumos

Rumos é espaço independente, indisciplinado e itinerante, que se organiza a partir de uma metodologia de cartografias de bússolas perdidas, mas de vetores autobiogeorgráficos, visando para tanto atravessar esse cerrado que compõe a nós e a nossa paisagem, buscando forjar por meio dos mais variados procedimentos conceituais, estéticos e técnicos, um processo de pesquisa e de reflorestamento dessa floresta invertida.  Permeada por uma escuta sensível, interessada em aprender fazendo, girando economia locais, afetivas e simbólicas, estamos comprometidos na disputa das futuridades. A construção a várias mãos é trabalho também de decomposição do pensar-sentir práxis científicas e sensíveis que se posiciona mobilizando emoções, gestualidades, processos cognitivos e intuitivos , inconclusos, abrindo brechas mato adentro. Nos pretendemos, nesse cenário distópico de fim de mundo inadiável, denuncismo de estruturas cercárias e velhas, invenção de espaços de subsistências insubordinadas ...