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Vanesa Liberato - Hospitalidade

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    https://drive.google.com/file/d/1iFB6orxEuxoDpx732ZsSRjEthbjxWMpZ/view

ANA LÍDIA - Hospitalidade

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  ANA LÍ DIA - Hospitalidade - RUMOS Roca-de-ardis 1 Acompanhar a produção desta jovem artista é emprestar o olhar a um mundo oferecido em plena confissão. Quando a arte se utiliza da figuração, torna-se expl í cita a condi ção humana, incluindo desejos e car ê ncias, mas tamb é m resist ê ncia e afirmaçã o. Tr ê s aspectos merecem atenção na obra de Ana L í dia, aqui exposta: o recurso do autorretrato; a preval ê ncia do desenho; e a fragilidade dos suportes. Refiro-me ao autorretrato como assunto recorrente em seu trabalho – embora poucas vezes os t í tulos fa çam tal men çã o – , pois podemos identificar a artista nas figuras corpulentas e exuberantes que ocupam seus suportes. Telas e pap é is funcionam como containers em que o corpo se acomoda, constrangido pelo espa ç o ao redor, como que detido ou aprisionado, ainda que sobrem margens ao redor. São mulheres explicitas e carnais, em c ó pula, apaixonadamente entregues ao ato de amor l é sbico. Ou mulheres altivas e desaf...

MAGIA

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  MAGIA Num exercício imaginativo sempre mágico, nos propomos atuando nos dispositivos e mecanismos de  sentido, criando e transformando, ritualizando.  Trouxemos como mote e pretexto aquilo que etimologicamente está no campo do in comum, imagem e magia. Os trabalhos se propuseram a transmutar aquilo que está cristalizado no âmbito do imaginário e se ativeram  a  intuir,  assim  como,  sentir-pensar  dentro-fora  do  campo  da  representação.  O  pretexto  é impregnar a experiência da desobediência que irrompe do cruzamento de imagem e magia. Magia que transborda o terreno místico e suas narrativas exaustivamente veiculadas em meio a uma cultura dividida entre a hierarquia máxima do racionalismo, do pragmatismo e do materialismo e entre os monoteísmos religiosos, a colonização da fé. Nesta cultura, comumente, a magia é compulsoriamente localizada no  terreno de  crenças que tentam dissidir do monot...

ANIMAIS OCULTOS

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A mostra intitulada Animais Ocultos é fruto das andanças do artista Jader Magalhães. Os trilheiros traçados revelam sua identidade movente, e está baseada em sua experiência sertaneja, sempre em deslocamento.  Muito menos que representar  o oculto, a exposição se pretende  a construções das matulas (esculturas cinéticas) a partir das porangas para  aquilo que se colhe no quintal, no pé e canteiro das memórias e das romarias desde o Vale de São Patrício, Nova Glória e Rio das Almas.  Aquilo que não cabe no gargalo da quíchua  se apresenta como elementos minerais e vegetais escondidos nas pinturas que carregam uma arqueologia das mirada desses animais que não mais se escondem, se revelam em terras desmembradas. A paisagem hortifrutigranjeira, tomada pelas  indústrias e fábricas, pelas corridas de pedestres, assim como também lugar para tradicionais missas de lavas pés e missa de ramos faz curva dando a ver também uma antropologia do pequeno e diminuto, ...

A CÂMARA

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  Fichas técnicas:  Victor Prôa Vorarefilia 2016  Vídeo-performance, em cores.  Duração: 6'27''  Victor Prôa Gozo  2022  Vídeo-performance, em cores.  Duração: 7'28''  Victor Prôa Vórtice  2022  Instalação sonora em 5 canais.  Duração: 50 minutos Jéssica Caldeira Carimbo  2020  Spray sobre almofada para carimbo e gesso  12,5 x 18 cm (Coleção Fernando Bueno)  Jéssica Caldeira Puntura I  2022  Spray sobre gesso e agulha  15 x 9 x 10 cm  Jéssica Caldeira  Puntura II 2022  Spray sobre gesso e agulha  21,5 x 7,5 x 7,5 cm  Jéssica Caldeira  Ungueal  2020-2022  Spray sobre gesso e agulhas  Dimensões variadas

Projeto Re-talhos

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 Ela sempre usou da intuição e do que tinha como material para desenvolver esses trabalhos. Como ela nunca teve acesso a tecidos inteiros, ela resolveu usar as sobras das facções e confecções que trabalhava. Sobre as padronagens que ela faz com cores formatos é tudo intuitivo. Ela diz que lembra de algumas influências de sua infância, lugares como a Serra do Cachimbo no alto do Xingu, de Barra do Garças rio Araguaia, pinturas indígenas e coisas das senhoras que viviam principalmente na Mato Grosso conhecido como Araguaiana. A senhora que criou ela 4 a 12 anos, pois a sua mãe faleceu em trabalho de parto no rio Araguaia. Seu pai era funcionário da força aérea brasileira e trabalhava na expedição final de demarcação do centro oeste e ela precisou ser cuidada por uma pessoa que mesmo com seu pai pagando ela viveu abusos (basicamente um trabalho escravo) ela curiava esse trabalho dessa senhora que trabalhava com tecelagem, crochê. Então suas memórias que deu vida a essa criação. São pe...

DOBRA

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Entendendo que os espaços independentes são espaços indispensáveis na concorrência das políticas de representação, mapas cognitivos e na disputa quanto aos regimes de verdade, ficamos extremamente honrados e contentes com a possibilidade de ocupar o espaço da APILASTRA. Temos buscado uma forma de especular a Dobra e através dela, intervindo em processos complexos de forjamento das construções de (in)versões de fatos históricos, ligados aos sujeitos, racializados e/ou sexualmente não comprometidos com as normativas de matriz oficial e hegemônica, cisbrancoheteropatriarcal. Para tanto, ficcionalizamos essa exposição coletivamente objetivando mobilizar aspectos no âmbito do ecológico, social e espiritual. A Dobra é o que religa o dentro e fora dos campos de Visualidades e Invisibilidades, dialogando com o que está estruturalmente fora, se comprometendo com aquilo que historicamente ficou no campo do esquecimento, negociando com o que é dentro, ainda que dentro-fora, friccionando arqui...